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Paul Ardenne

Extirpar o monstro que nos mata dia a dia é dura tarefa

Primeiro se sofre calado. Há os que se acostumam com a dor, opressão, racismo e repressão social e político-econômica, desembocando no desequilíbrio ou na loucura. Mas há os que clamam, depois de invernos. Há os que berram! Somos nós, povos indígenas.

Eliane Potiguara recebeu, em 2021,  o título de Doutora Honoris Causa pela UFRJ, onde estudou no início da década de 70. Em 2014, Recebeu do governo brasileiro o Título de Cavaleiro da Ordem ao Mérito Cultural. Foi indicada, em 2005, ao Projeto Internacional Mil Mulheres ao Prêmio Nobel da Paz. É escritora, poeta, professora, formada em Letras (Português-Literatura) e Educação, pela UFRJ, especializada em Educação Ambiental pela UFOP. É da etnia Potiguara, brasileira, fundadora da 1ª organização de mulheres indígenas GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena (1988), além de embaixadora da Paz pelo Círculo de Embaixadores da França e Suíça. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU, em Genebra. Seu livro carro-chefe é Metade cara, metade máscara (Global Editora, 2004; Grumin Edições, 2019). Ganhou o Prêmio do PEN CLUB da Inglaterra e do Fundo Livre de Expressão, USA. Possui vários livros infantis e textos, pensamentos e poesias em antologias nacionais e internacionais.

16/03
14H | ONLINE
  • YouTube - Black Circle

Conferência de encerramento: Esperança cultural

com Paul Ardenne (Université d’Amiens)

Mediação: Gabriela Lírio

Não tenhamos ilusões: a cultura, em nosso mundo, conta pouco. Para nossos dirigentes, sobretudo: importa menos do que a economia e o controle político e social, objetos de todas as suas atenções. No entanto, a cultura conta para os povos, que encontram nela uma forma de opor sua própria concepção de mundo ao ponto de vista dominante. Nisso, a cultura é fator de esperança, permite traçar um futuro menos sombrio, mais vivível. O Antropoceno, que é uma forma de “fim do mundo”, é também paradoxalmente um fator de regeneração cultural, o início de um outro mundo, um sonho de futuro.

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