

Ana Mumbuca
Quilombos: Povo de circularidade e referências em confluenciar e superar o sistema mortífero.
É o viver Quilombo que nos faz sermos continuidades. E nessa trajetória existencial, nos movemos sendo imparáveis, como os rios que continuam vivos depois da “foz”. O que é uma foz para o povo quilombo? Somos continuidades de um modo de vida imprescindível para oxigenação do universo.
Ana Mumbuca Quilombola nasceu no Tocantins, no quilombo Mumbuca, na região do Jalapão. Raíz das mulheres Guardina, Laurinda, Laurentina e Almerinda. Plantadora de coisas boas, por ancestralidade. O saber fazer arte com as mãos. Ela pensa com o mato e pés de chão. Desde cedo, viaja pelas escritas e pelo falar do jeito quilombo de viver. É a primeira do quilombo a fazer uma graduação acadêmica. Graduou-se em Serviço Social. Obteve o título de Mestre em Desenvolvimento Sustentável, pela UnB, com a aprovação da dissertação Uma escrita contra colonialista do Quilombo Mumbuca Jalapão-TO. Escreve inúmeros poemas. Escreveu o livro Vôo das Abelhas da Terra.
Ao reunir o artista indígena Denilson Baniwa e os quilombolas Nego Bispo e Ana Mumbuca, propomos a reflexão sobre o trânsito entre suas atuações, pesquisas e obras na luta contra o genocídio e no fortalecimento, por meio da arte, de ações políticas de reafirmação da existência.